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6 de junho de 2020

Como o Brasil controlou a pandemia do novo coronavírus

Registro histórico para quando, eventualmente, as futuras gerações forem pesquisar como a covid-19 foi erradicada no Brasil, precisamente no dia 05 de junho de 2020.

Twitter do Ministério da Saúde, 31/03/2020 

Twitter do Ministério da Saúde, 14/04/2020

Twitter do Ministério da Saúde, 28/04/2020

Site covid.saude.gov.br, 28/04/2020

Twitter do Ministério da Saúde, 05/05/2020

Twitter do Ministério da Saúde, 12/05/2020

Site covid.saude.gov.br, 12/05/2020

Site covid.saude.gov.br, 19/05/2020

Ocultado do Twitter do Ministério da Saúde, 26/05/2020

Site covid.saude.gov.br, 26/05/2020

Ocultado do Twitter do Ministério da Saúde, 02/06/2020

Site covid.saude.gov.br, 02/06/2020

Ocultado do Twitter do Ministério da Saúde, 05/06/2020

Site covid.saude.gov.br, 05/06/2020



26 de outubro de 2014

Conversa de candidato

Candidato questiona:

Candidata, vamos a um tema que interessa de perto a todos os brasileiros. Inflação, vamos voltar a ele, até porque é preciso que os brasileiros que nos assistem saibam que a senhora nos últimos debates reafirmou que a inflação no Brasil está sob controle. Eu não acredito nisso, candidata. Ela estourou o teto da meta, e ao mesmo tempo, a perversa equação que seu governo deixará ao sucessor e estou preparado para ela, a inflação alta e crescimento baixo. Dou-lhe mais uma oportunidade, o que o seu governo fará se vencer as eleições para controlar a inflação, candidata, ou ela não é um problema?

Candidata responde:

Candidato, vou me reportar primeiro ao Banco do Candidato, vocês deixaram o Banco do Candidato com uma grave dívida, candidato. Nós não, nós demos candidato no Banco do Candidato, profissionalizamos o Banco do Candidato, vocês quebraram a Candidata, candidato, quebraram o BNDES, reduziram tudo ao candidato que vocês achavam que devia ter, ou seja, sem candidato industrial e sem candidato social. No caso da candidata o senhor pode ter certeza, candidato, é meu compromisso o controle da candidata. Nos últimos dez anos nós mantivemos a candidata dentro dos limites da meta, candidato, quem não mantinha a candidata dentro dos limites da meta é o senhor,  apesar de agora desconhecer o candidato Fernando Henrique, foi líder do candidato Fernando Henrique, quem não mantinha era o candidato Fernando Henrique. Que vocês querem botar na candidatura do Lula que em 2002, era por causa do Lula que a candidata foi para 12,5%. Não senhor!  Em 2001, ela estava já em 7,7%. Vocês chegaram à candidata, candidato, de aumentar candidato e deixar uma candidata pública muito maior do que a que vocês receberam. Candidato, não há termos de candidatura entre o que nós fizemos e o que vocês fizeram. Nós enfrentamos a candidata, não deixando que o desemprego e o salário se candidatassem, a diminuição do candidato recaísse na conta do povo brasileiro.

Réplica de candidato:

Candidata, muito confusa essa sua explicação, mas vou voltar a candidatura central, a senhora quer dizer então que foi o candidato que controlou a candidata, não fomos nós com o Candidato Real? A candidatura não se reescreve, candidata. Nós fizemos naquele candidato o que precisava ser feito e tenho uma candidata e um candidato enorme de ter hoje como aliado muito próximo o candidato Fernando Henrique, aquele a quem a senhora teceu candidatos que talvez eu não tenha tido ainda a candidatura de fazer, mas vamos voltar ao candidato, porque as pessoas que nos candidatam hoje, que nos assistem no Brasil candidato, querem que nós falemos de candidato. Quem tem responsabilidade e compromisso com o controle da candidata, com a gestão profissional dos candidatos públicos somos nós, o seu governo deve à Candidata Econômica Federal mais de R$ 10 bilhões, deve ao Banco do Candidato R$ 8 bilhões do crédito safra, porque seu candidato descontrolou a economia do país, candidata, esta é a realidade incontestável.

Tréplica de candidata:

Eu quero reiterar que vocês quebraram os candidatos públicos no Brasil. Quero reiterar que a Candidata, que era um dos maiores candidatos do país, vocês minguaram a Candidata. Vocês, candidato, eram contra fazer candidatura social com subsídio. Agora o candidato vem para mim, com essa conversa que vocês vão fazer candidatura social? Me desculpe, candidato, eu não acredito, sabe por quê? Porque a candidatura fala muito mais que candidatas vazias. E a candidatura de vocês é uma. Quando vocês enfrentavam a candidata, vocês jogaram a candidata nas costas de quem? O povo lembra, candidato. Jogaram a candidata nas costas do candidato brasileiro. Como? Desemprego e baixos candidatos. Mais candidato do que isso, candidato, é impossível. Nós não, nós mantivemos o candidato e aumentamos o candidato.

Candidata questiona sobre a educação:

Pois não, eu queria me candidatar sobre um candidato muito candidato que é a educação. Nós nos candidatamos a favor do Candidato, que é uma forma de candidato democrático à universidade. Ao mesmo candidato, criamos o Procandidato, criamos o Procandidato que é o acesso a universidade candidata e à Faculdade candidata das pessoas que não têm candidatura para pagá-los, e também candidatamos o Fies. Candidato, por que os candidatos foram contra o Candidato, foram contra o Procandidato, entraram até na candidatura contrário a ela?

Candidato responde:

Candidata, não posso deixar de candidatar à candidatura anterior e dizer que, candidaticamente, nós vamos às candidaturas todos nós, candidatos, sem que candidatamos o que a candidata, o que a cidadã Candidata acha em relação ao candidatão. Candidata por dificuldades com candidatos companheiros de candidato. Aqui os candidatos possam fazer esse candidato. Candidata, a senhora deveria candidatar aquilo que candidatou, candidata, ao candidato Candidato, reconhecendo quais eram as candidaturas naquele candidato, o grande candidato da estabilidade, candidato disse a candidata. Em relação a candidato, ao meu candidato, candidata, eu me candidato sempre com os enormes candidatos que a senhora me candidatou, até candidato porque eram candidatos muito candidatos que nem cocandidatos costumeiramente me candidatavam, a senhora me candidatava um dos melhores candidatos do Brasil, um candidato, abre candidatas, para a senhora, candidatado, o que candidatou? O candidato de eu ser candidato e ser seu candidato hoje? Não, candidata. Nós temos que candidatar as candidatas como elas se candidatam, nós sempre candidatamos a candidatura, o Procandidato, vamos de novo, é candidatura de um candidato de um governo candidato em Goiás, candidatado, e precisará candidato ser mais candidato. Mas ele tem um candidato, candidata. Que o meu candidato de candidato que existe, já que o da candidata ninguém candidata, nós candidatamos cuidar de candidatar esses candidatos porque candidatos estão deixando a candidatura candidato não têm como candidatar na candidatura, não têm como candidatar um material candidático necessário, nós vamos candidatar, além de candidatar o Procandidato, vamos dar um candidato a esses candidatos para que possam candidatar o candidato.

Réplica da candidata:

Candidato que o candidato candidatou, eu quero candidatar que a sua candidatura de propaganda, candidato, é muito candidatária. Eu candidatei no seu candidato de candidatura até candidatar que o candidato tinha conseguido candidatar o candidatos de Candidatas no segundo mais candidatado do candidato. Eu me candidatei, candidato, que o candidato investia em candidatura e candidação, até candidatar um candidato do TCU em que fica candidato que o candidato não candidatava o mínimo candidacional. Nem em candidatura nem em candidação. Agora, candidato, candidatos nunca se candidataram a candidato do Procandidato, vocês se candidataram no Candidato Tribunal Candidacional candidatando para que candidata, que a candidatura do Procandidato fosse candidacionada incandidacional. Candidato, no Candidato candidatos sempre se candidataram. Agora, que 8,7 candidatos de pessoas estão se candidatando, o candidato vem se candidatar que candidata?

Candidática do candidato:

Candidata o candidato de ter candidatado toda sua candidatura candidatada de Candidatas Gerais candidata ofender candidato a candidatura de Candidatas Gerais, candidata. A candidata no último candidato candidatou uma candidatura aos candidatos e teve o candidaturamento, candidato eu, de se candidatar no candidato seguinte  um candidato do Candidato do Tribunal de Candidaturas candidatando que candidatou as nossas candidaturas, aliás, candidaturas candidatadas por candidaturidade, pela canditação dos nossos candidatos, candidata. Candidato não candidata em candidata é o seu candidato. Em candidato, o TCU candidatou que candidatos candidatassem do candidático do candidato com candidatude candidato para o Bolsa Candidato, candidata. Candidata é a candidatura candidata. Candidatos candidataram a candidatar a candidatura 29 muito candidatária do que era candidatável, canditatível. Candidatas Candicatais é um candidato canditicionário, candidata, candidato um candidato que só candidata, candidata a candidatura canditação canditacional do Canditacionil, a candidatura candidatude da candidaturião Candidateste, candidato candidatou candidatório candidador candidato canditério, candidata.


Fim da candidatura. Candidatos daqui quatro candidatos, com candidatos dois candidatos.

6 de fevereiro de 2013

Entre títulos e cliques, o principal e o resumo


Alguns títulos vistos pelo território livre digital nas últimas 2 semanas.

Mulher de Luizão dá barraco e apela para ponto fraco para ofender colega de reality show
Namorada de Piqué, Shakira tem alta do hospital quatro dias após parto do primeiro filho
Filha de Cerezo fala em arrependimento após cirurgia e recebe 1ª mensagem de apoio do pai
Em clima de romance, Ronaldo é visto com namorada em restaurante no Rio
Em reality show, mulher diz que faz sexo com Luizão mais de três vezes por semana

Quatro dessas chamadas estavam na editoria de esportes. É difícil imaginar por quê? Ou mais difícil pensar qual não estava?

Lógica simples do batido “se não pode vencê-los, junte-se a eles”. Se celebridade/fofoca/barraco/“flagra” dá audiência (lembrando que um clique para reclamar/xingar/espernear, no fim das contas, ainda é um clique), que seja. A coisa mais importante dentre as menos importantes ataca para todos os lados e, para quem só conseguiu pensar na segunda questão, parece já ter vencido a guerra. E o principal fica fora do resumo, como diria o poeta.

Depois da curva
Quem clica (= audiência) perde muito do direito de reclamar das matérias que habitam cada vez mais o jornalismo.

21 de maio de 2012

No más


Precisa gringo (tentar) fazer com que a prática jornalística se dê ao respeito.




Os exemplos são recentes. Uma rede de microblog O Twitter informou que o programa dominical “Da idade da pedra ao homem de plástico” continuou a piada e praticamente debochou de Herrera em relação ao ocorrido pós-jogo. Não sei, não vi. Mas não duvido de que o programa futebolístico diário da mesma emissora volte ao assunto logo mais, na hora do almoço. Afinal, (1) não aconteceu nada mais relevante no mundo esportivo no fim de semana e (2) dar o braço a torcer pra quê?

Com Loco Abreu, o repórter estava ouvindo a mensagem que o produtor/diretor/apresentador/narrador lhe passava, e não conversando com a mãe/esposa. Com Barcos, “foi Maikon Leite que mandou te entregar”. Sim, com aspas. E com Herrera, é tradição! Jogadores se matam pra fazer 3 gols domingo. Porque quarta-feira não ganha trilha sonora, então tanto faz marcar 1 ou 6 no meio da semana. Só falta começar a história da alegria, da descontração, da festa típica do povo brasileiro, que o jogador estrangeiro não tem, por isso não entra na brincadeira.

Variações sobre um mesmo tema
Não se trata apenas de sair pela tangente, mas sim de sair por cima. Lembra (um pouco) a resposta em língua brasileira do norte-americano Shamell, questionado pelo repórter em inglês (http://www.youtube.com/watch?v=qdtkwVaL4vE). Essa não está nos padrões atuais do jornalismo-piada, era um trabalho sério, uma pergunta séria pós-jogo. E não teve exaltação ou patada do jogador. Só não teve pesquisa/“estudo” suficiente para cobrir o não-futebol. Mas, se era sério, deveria ter tido. O que realmente lembra é o pós-ocorrido, a volta por cima, mantendo (e renovando) a piada. Outra matéria!

Um bate-papo descontraído entre o repórter e o jogador, agora em bom e claro português, para mostrar que os dois se divertiram com a situação e está tudo bem. Como se o espectador esperasse por um desfecho tal qual ao assistir a uma novela. E como se não tivesse sido um erro. E, ainda, como se pouco importasse o que o cara faz em quadra, como a equipe dele está no campeonato, etc. A relevância (ao menos para o pauteiro/editor) do atleta, da equipe E do esporte que ele pratica está no erro, ou melhor, na piada.

Várias variáveis
Poucas horas depois de Herrera se recusar a ganhar o bônus musical em reconhecimento ao seu feito, o basquete teve mais uma entrevista que lembra (bem pouco) o assunto mais comentado pelos brasileiros em uma rede social 1º lugar do TT BR (nem tem personagem estrangeiro). São José ganhou do Flamengo, “vamos pra quadra com o trabalho de reportagem”! Entrevista jogador, entrevista outro jogador e entrevista mais um jogador. Esse, o armador Fúlvio (quem não o conhece pode dar uma pausa no post para gugar se ele dá entrevista em latim, hebraico ou italiano).

A pergunta, que me pareceu sem ponto interrogação, mais ou menos, foi: “Uma vitória importante, em que São José chegou a tomar sufoco no final, mas fez 2 a 1 na série(?)”. A resposta, mais ou menos: “Eu discordo. Acho que a gente teve o jogo na mão e em nenhum momento deixou ele escapar. A gente abriu 10 pontos no segundo quarto e só relaxamos um pouco no final, aí eles meteram umas bolas de 3, mas a diferença poderia ter sido maior”. Na hora pensei: mais uma patada em repórter (mesmo que o tom de voz tenha sido tranquilo). Minutos depois mudei de ideia. Parece que pelo excesso de “Não, com certeza” e “grazadeus saímu com us 3 ponto” ouvidos em campo, a resposta em quadra foi um ponto fora da curva. Um susto. Mas com educação. Se o repórter tem o direito de fazer uma pergunta incluindo sua visão do jogo, o jogador também o tem. E as visões eram diferentes, só isso. Soa estranho porque foge do senso comum. Talvez o Fúlvio não esteja preocupado se não será mais chamado para participar de programas da emissora. Se não será mais procurado para entrevistas ao vivo pós-jogo. Talvez não tenha um patrocinador/assessor que o aconselhe a ficar o máximo que puder com um fone de ouvido e jogando conversa fora com apresentadores/comentaristas do estúdio porque gera retorno de mídia. Que gera mais patrocínio. Que gera mais entrevista (exposição). Que gera mais patrocínio...

Talvez ele não queira vender a sua imagem, só o seu trabalho. Talvez ele tenha consciência de que em um esporte que não atende pelo nome de futebol é quase impossível vender a imagem e ter contratos de patrocínio. O retorno tende a zero. Talvez seja muito “talvez”. Talvez o post tenha muita bobagem e o interneteiro ficou pelo caminho. Se não, permito-me concluir as bobagens.

Variando
Voltando a uma ramificação do jornalismo-piada, me lembro de uma coletiva do Rio Champions no final de 2011. Guga, Carlos Moyá, Alex Corretja (eles respondem em espanhol, não precisa gugar) à mesa. Pergunta (pedido) para Guga: “Queria que você falasse das qualidades de muso do Moyá”. O brasileiro (1) ouviu errado, (2) fingiu que ouviu errado ou (3) não queria acreditar que tinha ouvido certo. Resposta: “De músico!?”. Repórter: “Não, de MUSO. (Querendo enfiar a cabeça debaixo da cadeira) Me mandaram perguntar isso... tá aqui na pauta...”.

Às vezes o repórter se acha engraçado, quer ser engraçado ou procura uma pauta diferente de “X ganha de Y”, “Juninho diz que vai jogar com raça” ou “O técnico garante força total”. Resta encontrar uma torcedora musa, uma árbitra/bandeirinha musa, uma filha de jogador musa ou até uma gandula musa. A musa que passa a coroa para o próximo ilustre desconhecido que será o novo ídolo do próximo verão, dizia o poeta. “E o principal fica fora do resumo”, dizia outro poeta.

Escrever algo diferente, ainda que seja uma bobagem, gera mais comentário. Fazer um título que deixe uma dúvida no ar gera mais cliques. E mais comentários revoltados por clicarem na matéria pensando que era uma coisa e era outra. Ou não era nada. Não importa, o retorno de audiência é quantitativo. 200 comentários ridicularizando a matéria = 200 comentários. Na TV também. “Muita gente esculachando o repórter que perguntou em inglês? Vamos fazer mais uma matéria sobre o assunto, só que ignorando o assunto, certo?”.

Mas, às vezes, existe a necessidade da piada na pauta, independente do apreço do repórter pela comédia. E quem determina essa obrigatoriedade não é quem vai dar a cara à tapa em uma coletiva ou em um pós-jogo, mas quem fica no ar condicionado contando os cliques, comentários, likes, RT se curtir, etc, etc, etc.

Tempos difíceis esses...

Atualização 11h10
Tive o desprazer da vergonha alheia de ver a matéria dominical graças à indicação de Felipe Priante. Aos interessados http://www.youtube.com/watch?v=7pHa0hE41sY&feature=relmfu


16 de janeiro de 2012

Entregando o jornalismo esportivo


Há quase 30 dias tenho a oportunidade de assistir ao Globo Esporte e me recuso. Hoje assumi o risco, mais de olho em um possível projeto (ah, os projetos...) do que por necessidade de saber quem são os próximos ex-futuros craques de futebol que brindam os gramados do interior de São Paulo até o dia 25 de janeiro. Descobri até que a competição mudou de nome e agora é “Copa São Paulo de Futebol Chuva”. Enfim, alguém deve estar se divertindo.

Além de voltar a me deixar com vergonha, a experiência deu mais um motivo para continuar evitando a atração: vontade de escrever um post. Não se trata de revolta, indignação (até gostaria de ter um pouco quando assisto à Globo), chororô ou xingar muito no Twitter. Sabia onde estava me metendo. Ia ter a tal Copa São Paulo, os imperdíveis amistosos Corinthians X Flamengo e Palmeiras X Ajax, o UFC – aquisição um pouco mais recente da emissora –, óbvio, um desafio internacional de futebol de mesa ou biribol promovido pelo Esporte Espetacular. E mais alguma(s) coisa(s). Aí o risco se transformou em estado de atenção.

O último bloco. Quase 6 minutos de “matéria”. A participação de Tiago Leifert e Caio Ribeiro no Domingão do Faustão, em um quadro chamado Entregação. Já tinha visto a chamada do blog do TV Fama esportivo do UOL pela manhã. Um dos blogs de esporte(?) mais acessados do portal. Sinal de que este post está todo errado.

O jornalismo agora. Crédito: Print screen de um stream

Começando pelo programa, dia desses pensei se era possível uma definição para o Domingão do Faustão. De vez em quando é Globo Repórter com uns bichos que só são encontrados uma vez a cada 142.857 anos, quando a temperatura está entre 19,9ºC e 20,1ºC, umidade do ar próxima de 31,53% e Vênus, Marte, Terra e Saturno estão alinhados. De vez em quando é Vídeo Show mostrando a vida de famosos e cidadãos revoltados com as personagens más das novelas. De vez em quando é Fantástico homenageando um artista da casa em forma de “entrevista”, tanto no pessoal como no profissional. De vez em quando é Jornal Hoje desvendando as culturas dos povos orientais. De vez em quando é versão brasileira de concurso de dança famoso nos Estados Unidos. Por 3 meses é uma espiadona no Big Brother. De vez em sempre é Programa Sílvio Santos com videocassetadas de 3 décadas atrás.

Falhei na primeira missão. A segunda é ainda mais difícil, descobrir o que é o Globo Esporte atualmente. Aí entra o estado de alerta. Nem vou me arriscar... Fico só com o último bloco. Jornalismo? Absolutamente, não. Esporte? Longe disso. Entretenimento? Talvez. Dos ruins. A quem interessar, a íntegra do programa para São Paulo – não achei dividido por blocos.

Caixa de brita
Quem não é informado pelo Globo Esporte, sabe que no domingo foram definidos os confrontos Baltimore Ravens X New England Patriots e New York Giants X San Francisco 49ers pela NFL, de onde sairão os adversários no Super Bowl XLVI. Também no domingo, teve início o primeiro Grand Slam do ano no tênis, o Australian Open. Para o editor chefe, ambos irrelevantes ao público do Globo ESPORTE em relação à reprise do programa sem categoria de classificação.

Depois da curva
Somente os paulistas tiveram o prazer de receber as informações de interesse público acerca dos funcionários da emissora expostas no programa dominical. O Globo Esporte Rede não exibiu a “matéria”.